Eu nas horas vagas
   Para São Paulo

Vou a São Paulo na Páscoa. Curtir a cidade vazia, as ruas vazias, de coração cheio.

Escrito por Thikos às 00h12
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   ...

Blog, meu querido, eu juro que quero escrever em você mais vezes. Mas me falta tempo. Tempo, somente.

Escrito por Thikos às 00h11
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   Eu quero!

Vai ter show de Madonna esse ano. Eu a vi em 2004, em NY, inesquecível. Eu quero de novo.



Escrito por Thikos às 00h07
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   Ouvindo Marisa...

Gosto de uma letra de Marisa Monte que ela diz: "dentro de uma pessoa tem um cantinho escondido, decorado de saudade". E tem mesmo. E saudade é um lugar que a gente não quer visitar, mas visita, mas tem que ir de vez em quando, porque saudade traz poeira, ressentimento, memória. Ter saudade é estar vivo, empoeirado, cheio de fraquezas. Ter saudade é ter história.

Escrito por Thikos às 00h20
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   Saia Justa

Por que Luana Piovani é tão burra, hein? Assisto ao "Saia Justa", no GNT, só para ter raiva dela. Gente, ela é pés-si-ma. E não entende nada, tem umas opiniões lugares-comuns, como diz aquela música do The Smiths, "hang the DJ Luana"!!!!



Escrito por Thikos às 00h15
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   Tempo

Li o livro "A Máquina" numa sentada só. Comprei ontem e ontem mesmo devorei. Texto lindo, coisa linda a escrita de Adriana Flcão. Gosto da peça e estou com medo do filme. Já ouvi dizerem coisas muito boas & muito ruins. Penso que estarei no segundo grupo. I hope not.

Escrito por Thikos às 00h12
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   Pole position

Eu sei que você quer

 

Desligue, desfaça

Encontre a saída de emergência

 

Antes que seja tarde

Antes que alguém o faça.

Escrito por Thikos às 20h52
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   Namoro

Como é que começam as coisas?

Seria para eu dizer sim

Ou você

 

Seria para ser assim

Ou não

 

Seria?

Escrito por Thikos às 20h49
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   Não paro de ouvir...

... o ABBA. Principalmente "SOS".



Escrito por Thikos às 20h46
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   Post atrasado, mas tá valendo...

Eu & o povo do jornal no camarote da Globo no Carnaval.



Escrito por Thikos às 20h37
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   Seria bom...

... "quatro paredes, eu, você e Deus".

Escrito por Thikos às 20h32
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   Ouvindo Marisa

Adoro os dois novos CDs de Marisa Monte. Achei que gostaria mais do pop, mas o de samba é impecável. Coisas como esta me fazem me perder nas canções:

 

"Nas asas do bem desse mundo
Carrego um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue"


Escrito por Thikos às 20h31
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   Bandeiras políticas no Oscar

Thiago Soares

A premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (o Oscar) acontece amanhã à noite, direto de Los Angeles, nos Estados Unidos, e traz uma peculiaridade nesta sua edição 2006: todos os cinco indicados a melhor filme trazem, mesmo que apenas de pano de fundo, questões de ordem política. "O Segredo de Brokeback Mountain", o favorito com oito indicações, mesmo sem estabelecer um discurso militante, foi tomado como "bandeira da tolerância e da visibilidade gay" ao mostrar o relacionamento entre dois caubóis no interior norte-americano; "Crash - Sem Limites" aposta na dicotomia e no maniqueísmo da questão étnica para discutir o racismo cotidiano da "América branca"; "Munique" põe o dedo no tópico árabe-palestina ao mostrar a crise de um terrorista israelense; "Boa Noite e Boa Sorte" traduz a inquietude do período de "caça às bruxas" nos EUA da década de 50 e "Capote" - talvez, o de menor teor evidentemente político - resigna-se na jornada de um escritor homossexual num ambiente silencioso e hostil dos EUA. A premiação será transmitida, em TV aberta, pela Globo, logo após o Big Brother Brasil e em TV fechada pelo canal TNT.

O favorito "O Segredo de Brokeback Mountain" conta com prêmios "quase-certos" nas categorias melhor filme, diretor (Ang Lee) e roteiro adaptado. Muito se comentou sobre um possível "Plano B", caso os membros da Academia se recusem a dar o prêmio máximo a um filme de conteúdo abertamente homossexual: os mais fortes candidatos seriam, nesta ordem, "Crash - Sem Limites", obra exalando um odor de auto-análise americana que, mesmo xinfrim e maniqueísta, desponta como "segunda favorita" e "Munique", o filme-tratado do diretor Steven Spielberg, que demonstra um amadurecimento tremendo de sua cinematografia. "Boa Noite e Boa Sorte" e "Capote" correm - bem - por fora.

Difícil Ang Lee não levar a estatueta de melhor diretor por "Brokeback Mountain". Desde "Razão e Sensibilidade" e "O Tigre e o Dragão", que o taiwanês merece um reconhecimento da Academia. Ao permitir que sua obra, a princípio, um filme de conteúdo "difícil" (o amor entre dois homens), tivesse um alto grau de comunicabilidade, as chances de Lee aumentaram. Sem falar que ele concorre com um estreante em ficção (Bennett Miller, de "Capote"), um estreante na direção (Paul Haggis, de "Crash - No Limite", que tinha sido roteirista de "Menina de Ouro"), um mais-ator-que-diretor (George Clooney, de "Boa Noite e Boa Sorte") e um veterano já Oscarizado (Steven Spielberg, de "Munique").

Entre os atores, parece que vai dar "barbada" para Phillip Seymour Hoffman ("Capote"). Nenhum dos seus concorrentes (Joaquin Phoenix, de "Johnny e June"; Terence Howard, por "Hustle & Flow"; David Strathairn, em "Boa Noite e Boa Sorte" e Heath Ledger, por "O Segredo de Brokeback Mounatin") parece ter o perfil de interpretação "camaleônica" que o Oscar tanto adora celebrar. Para melhor atriz, uma dúvida: será que a Academia vai dar o prêmio à "estrela hollywoodiana" Reese Witherspoon (de "Johnny & June") ou a Felicity Huffman (que interpreta um transexual em "Transamerica")? A sorte está lançada. As outras candidatas (Judi Dench, "Sra. Henderson Apresenta"; Charlize Theron, "Terra Fria" e Keira Knightley, "Orgulho e Preconceito") completam a candidatura.

SECUNDÁRIOS - No terreno dos coadjuvantes, pairam mais dúvidas que certezas. Entre os atores, é provável que o prêmio fique entre George Clooney (favoritíssimo em "Syriana - A Indústria do Petróleo") e Jake Gyllenhaal ("O Segredo de Brokeback Mountain"). Não tão sem-chances, estão Paul Giamatti ("A Luta pela Esperança") e Matt Dillon ("Crash - No Limite"). William Hurt, de "Marcas da Violência", completa a listagem. Entre as atrizes secundárias, Rachel Weisz ("O Jardineiro Fiel") desponta como favorita. Michelle Williams ("O Segredo de Brokeback Mountain") e Catherine Keener ("Capote") seguem no páreo. Frances McDormand ("Terra Fria") e Amy Adams ("Junebug") finalizam a premiação.

Entre os filmes estrangeiros, "Paradise Now", da Palestina, é o franco favorito (venceu o Globo de Ouro e inúmeras premiações da categoria). O mesmo acontece na categoria documentário, com o fofo "A Marcha dos Pingüins". No campo da animação, dúvidas e três ótimos exemplares: "O Castelo Animado", "A Noiva-Cadáver" e "Wallace e Grommit - A Batalha dos Vegetais". No terreno dos roteiros, briga boa: entre os originais, a coisa fica com "Crash - No Limite" ou "Boa Noite e Boa Sorte". Entre os adaptados, "O Segredo de Brokeback Mountain" deve levar, mas é "pressionado" por "Capote" e "Munique". "O Jardineiro Fiel", por ser adaptado de um best seller, perde pontos. Entre os prêmio técnicos, destaque para "Harry Potter", "Memórias de Uma Gueixa" e "King Kong". Nas categorias técnico-artísticas (direção de arte, figurino), "Orgulho e Preconceito" desponta com opção.



Escrito por Thikos às 14h55
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   Seymour Hoffman como Capote



Escrito por Thikos às 17h44
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   Relato sobre restos humanos

"Capote", indicado ao Oscar de melhor filme, narra o processo de realização do livro "A Sangue Frio", de Truman Capote

 

Thiago Soares

A certa altura do filme, o escritor Truman Capote (interpretado por Phillip Seymour Hoffman), diz para um assassino: "Nós somos muito parecidos. A diferença, é que você saiu pela porta dos fundos e eu saí pela porta da frente". A frase, de uma discrepância retórica, demonstra todos os artefatos de convencimento usados pelo autor de obras como "Bonequinha de Luxo" e "Música Para Camaleões" para convencer o seu entrevistado - sim, um assassino - a contar detalhes sobre um crime que não só tinha cometido, como estava condenado a pena de morte. O relato em tom jornalístico-literário deste brutal assassinato acontecido no Kansas, no final dos anos 50, é a tônica do livro "A Sangue Frio", de Truman Capote, e que, agora, vira o cerne narrativo de "Capote", obra com cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e diretor, e que já tem uma estatueta quase-certa: a de melhor ator para Phillip Seymour Hoffman. O filme estréia hoje nos cinemas locais.

A película abre uma cisão com recentes cinebiografias ("Johnny & June" e "Ray", sobretudo) por não se ater a uma cronologia biológica - nascimento, crescimento e morte - do seu protagonista. Aqui, interessa o desenvolvimento de um personagem, de uma situação, de um momento-chave de sua vida como uma espécie de síntese desta figura. No caso de "Capote", temos o processo de apuração e escritura de "A Sangue Frio", obra que não só inaugurou o que, posteriormente, se chamou de New Jornalism (ou "novo jornalismo" - uma forma de realizar reportagens com um tom literário) como mostrou a lógica dos assassinos através de uma ótica tão corriqueira quanto genial.

Quem conhece Truman Capote sabe que o momento de realização de "A Sangue Frio" foi, sem dúvidas, a experiência mais radical de realização literária deste escritor - loiro, baixinho, homossexual e com uma lábia incorrigível. Fez com que ele saísse de seu conforto de Nova Iorque para adentrar numa América deixada a ermo, preconceituosa e silenciosa. Ciente de seu papel, Truman inicia a empreitada investigativa mostrando suas fragilidades (diz "sofrer" como seus entrevistados, cria elos de misericórdia com eles). O curioso do filme, ao centrar na trajetória de Truman para conseguir escrever "A Sangue Frio", é revelar como um escritor tão peculiar - no seu comportamento, na sua abordagem - escreveu um relato tão poderoso sobre a crueldade humana.

As estratégias de Capote foram muitas. A maioria, eticamente discutível: subornos, mentiras, "compras de favores" (coisa que muito jornalista investigativo ainda faz hoje). Até que ele se vê frente-a-frente a um dos assassinos da família Clutter, Perry Smith (Clifton Collins Jr). Com ele, desenvolve uma "amizade" regada a cartas, confissões e um iminente jogo de tensão sexual - o clima do embate lembra as discussões entre os personagens de Jodie Foster e Anthony Hopkins, em "O Silêncio dos Inocentes". Com uma grande história nas mãos, Truman Capote começa a gestar seu livro clássico. O impacto da realização da obra foi tanto, que o escritor nunca mais escreveria uma linha sequer.

O filme, dirigido pelo estreante em ficção Bennett Miller, parece estender para o cinema, o clima "a sangue frio" do livro. Quase não há música, a narrativa é distante. A ênfase são os diálogos, os embates entre atores. Seymour Hoffman incorpora trejeitos, tiques, manias. Catherine Keener, que faz a amiga e escritora Harper Lee, serve de "degrau" para o ator. O filme vai crescendo...

Antes de qualquer coisa, a trajetória de Truman Capote na realização de "A Sangue Frio" é sintomática na revelação de uma ambigüidade: ele era genial e mal-caráter. "Capote", o filme, não se atém a mensurar (medir) estas ambigüidades: o roteiro do filme joga com elas. O espectator, ao final da projeção, constrói a sua idéia de Truman aos frangalhos, recortado, impreciso. Aí está o maior triunfo desta obra: fazer, de uma relato sobre restos de um escritor, um relato sobre os restos humanos.



Escrito por Thikos às 17h42
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